Era uma noite wonderful na praia de Copacabana. A lua era
cheia e linda, havia um planeta que olhando da Terra parecia tão pequeno, mas,
que complementava a beleza da lua e embalava as canções de Stevie. Cenário
perfeito para inspirar uma cantada barata e sincera de um paulista que o
destino levou até ali.
Entre seiscentas mil pessoas ela se divertia. Estava de
férias na cidade maravilhosa, com coração e corpo livres para muitas emoções.
Eles se encontraram, não podia ter sido diferente. Afinidade e sintonia. Uma
alma especial realmente é capaz de reconhecer outra? Talvez seja essa a
explicação. Dois sortudos, eu definira.
Sorte dela ter encontrado um par de olhos claros e um humor
ímpar. Sorte ter percebido de imediato a begnitude do homem com sotaque
parecido com o seu em meio a gente de tantas origens diferentes.
O romance de verão teria durado pouco, não precisaria
sobreviver a mais que um por do sol espetacular nas areias de Ipanema e a um
almoço de despedida, mas, a tendência natural que pessoas afins têm de se unir
se concretizou.
De lá para cá as conversas rotineiras mostraram para ambos
que teriam mais em comum para compartilhar; histórias de vida semelhantes,
sonhos e ideologias. Dois jovens adultos separados por 1338 km e unidos pela
fantasia do faz de conta; faz de conta que eles estavam perto e que assistiriam
juntos a outros pores-do-sol e também a jogos de futebol do corinthians como
prova de companheirismo. Faz de conta que em suas respectivas cidades não
existia mais nenhuma possibilidade de amor e que eles estariam novamente
prontos para o reencontro, um dia.
Faz de conta que o dia estava para chegar.
Lori F.
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