sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Faz de conta



Era uma noite wonderful na praia de Copacabana. A lua era cheia e linda, havia um planeta que olhando da Terra parecia tão pequeno, mas, que complementava a beleza da lua e embalava as canções de Stevie. Cenário perfeito para inspirar uma cantada barata e sincera de um paulista que o destino levou até ali. 

Entre seiscentas mil pessoas ela se divertia. Estava de férias na cidade maravilhosa, com coração e corpo livres para muitas emoções. Eles se encontraram, não podia ter sido diferente. Afinidade e sintonia. Uma alma especial realmente é capaz de reconhecer outra? Talvez seja essa a explicação. Dois sortudos, eu definira. 

Sorte dela ter encontrado um par de olhos claros e um humor ímpar. Sorte ter percebido de imediato a begnitude do homem com sotaque parecido com o seu em meio a gente de tantas origens diferentes.

O romance de verão teria durado pouco, não precisaria sobreviver a mais que um por do sol espetacular nas areias de Ipanema e a um almoço de despedida, mas, a tendência natural que pessoas afins têm de se unir se concretizou.

De lá para cá as conversas rotineiras mostraram para ambos que teriam mais em comum para compartilhar; histórias de vida semelhantes, sonhos e ideologias. Dois jovens adultos separados por 1338 km e unidos pela fantasia do faz de conta; faz de conta que eles estavam perto e que assistiriam juntos a outros pores-do-sol e também a jogos de futebol do corinthians como prova de companheirismo. Faz de conta que em suas respectivas cidades não existia mais nenhuma possibilidade de amor e que eles estariam novamente prontos para o reencontro, um dia.

Faz de conta que o dia estava para chegar.

Lori F.