domingo, 4 de novembro de 2012

Folha em branco... é a décima.



Preciso me libertar e só consigo isso ao escrever, no entanto, não sei o que dizer a mim mesma para explicar o que tem acontecido nos últimos dias e, talvez, me consolar. Um misto de certezas e incertezas que se contradizem e me torturam. Não sei quem eu sou, a mulher forte que havia me tornado foi embora, restou uma menina de 17 anos assombrada pelos mesmos fantasmas de antigamente. Uma frágil aposta do destino que nunca se resolveu e nunca se resolverá. A mesma ansiedade me corroendo, fazendo com que me sinta feia e sem alternativas, nesse momento ignoro a fila de pretendentes que chama ao telefone. Só um homem magro com olheiras me entenderia agora, mas ele é cercado de mistérios e eu sinto enjoo com seus mistérios e silêncio. Quero bater a porta na sua cara, mas já arranquei as portas faz um tempo. Quero gritar ao mundo que estou com saudade e necessito, mas tenho medo de lhe apresentar a fraqueza, de assumir o medo e, principalmente, tenho receio de, mais uma vez, deixar de dar as cartas, se é que ainda tenho cartas na mão ou na manga. Não tenho nada. Sou mulher nua sem máscaras. Sou a virgem tímida de antes, se não sou, estou como se fosse. Sinto frio e vazio, sinto saudade e vontade. Sinto tristeza. Tão triste estou que abandonei o sorriso e o resto da casa, prefiro meu quarto e os meus arquivos antigos de musicas, prefiro antes que agora. Preferiria, em sã consciência, o futuro e suas infinitas possibilidades, mas, insisto em olhar com carinho para o que nunca chegou de fato a acontecer.